Não se engane

Se o atual ritmo de vacinação contra o novo coronavírus for mantido no Brasil, a imunização completa da população vai se encerrar apenas no primeiro semestre de 2024, segundo previsão do Monitora Covid-19, portal de acompanhamento da evolução da doença no Brasil mantido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Até ontem, menos de 3% dos brasileiros haviam sido vacinados. Além disso, mesmo se tratando do início de vacinação, municípios e capitais já sofrem com a falta de doses, fato que pode levar a alterações no calendário de vacinação. Em todo país, menos de 50% da distribuição de medicamentos foi aplicado.

Mogi das Cruzes vacinou mais de 11 mil trabalhadores da saúde contra a Covid-19. Hospitais e pronto atendimentos da cidade iniciaram na semana passada a aplicação da segunda dose para os primeiros profissionais da linha de frente do combate à pandemia, que receberam o imunizante CoronaVac, do Butantan. Deste total, 846 já tomaram a segunda dose. A cidade recebeu 5.240 segundas doses. Agora, porém, o governo do Estado não tem previsão de envio de novos lotes. Até o momento, o atendimento continua para idosos com 85 anos ou mais, que podem receber a dose em qualquer unidade de saúde, de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 16h30. Mas, isso enquanto houver estoque. Quase 3 mil idosos já foram imunizados, só em Mogi. Outros grupos prioritários e faixas etárias serão divulgados conforme a chegada de novas remessas.

Não podemos esquecer que a ciência descobriu a vacina em tempo recorde e que os governos, apesar dos deslizes, conseguiram se coordenar e evitar uma recessão ainda maior. Mas, ainda com o avanço da vacinação, é nítida a preocupação das autoridades em relação à instabilidade do recebimento de novas remessas do medicamento. Por isso, a população precisa manter todos os cuidados na rotina, como uso de máscara, distanciamento social e higiene das mãos. Porém, infelizmente, também é nítido o descuido de boa parte das pessoas. Muitos circulam sem máscara ou com o equipamento no queixo. Enganar a quem? É preciso ficar alerta, pois, manter os cuidados pode fazer a diferença.