Saúde Funcional

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luiz - FOTO: divulgação

É preciso aproximar nossa sociedade de algumas realidades. O que é a amputação? É a remoção de uma extremidade do corpo. As amputações se desenvolveram há muito tempo, sendo que os primeiros relatos datam de 45 mil anos atrás.

Desde então a prática evoluiu, e com ela surgiram novos métodos e formas de reabilitação física e mental. As causas mais comuns são de ordem vascular, por tumores e traumas. A decisão ao realizar a amputação leva-se em consideração a vida da pessoa e não o membro amputado, e nessa linha torna-se imprescindível uma abordagem global do paciente, de forma a assegurar o máximo de suas potencialidades físicas e psicológicas.

Entre as causas mais comuns de amputação de órgãos inferiores e superiores encontramos: vasculopatias periféricas, traumáticas, tumorais, infecciosas, congênitas e iatrogênicas. Destaca-se dentre elas, a vasculopatia periférica, que acomete em maior número pessoas na faixa etária de mais de 50 anos, sendo os membros inferiores (dedos, pés e pernas) os mais comprometidos. A causa mais comum nas amputações provocadas por eventos vasculares é a diabetes e o tabagismo.

. O objetivo é capacitar o paciente ao maior aproveitamento de suas potencialidades de forma que ele possa ser independente nas atividades diárias da vida.

São mais comuns as próteses em pacientes com membros inferiores amputados. Inicialmente, o paciente utiliza uma prótese chamada de pilão, com gesso, que é para adequar o coto à utilização desse recurso. O paciente deve fazer um tratamento com fisioterapeuta para reeducação da marcha (uma nova forma de andar) e reapreender a caminhar. É fundamental a participação do amputado nessa fase.

Por isso, torna-se fundamental a integração da equipe multidisciplinar no tratamento dos pacientes amputados para identificar, em tempo, qualquer sinal que possa comprometer o resultado do processo de reabilitação.

Dr. Luiz Felipe da Guarda é
fisioterapeuta e presidente do Lions Clube de Mogi das Cruzes.