A humanização da mulher III

Mauro Jordão
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Nos tempos atuais, o recurso do poder dos países desenvolvidos tem sido utilizado na busca de manter os países pobres submissos à tutela política e econômica, enfraquecidos em tecnologia e submetidos a empréstimos consideráveis na realização do controle da natalidade pelos anticoncepcionais e por maciças campanhas de esterilização cirúrgica, crendo na premissa falsa que pela diminuição da taxa de natalidade se reduz a pobreza do país.

O empobrecimento intelectual e financeiro de um país é a grande causa do impedimento do seu crescimento, presa fácil da liderança mundial. Esse contra senso, na História, nos remonta ao tempo de escravidão do povo judeu no Egito (1450 - 1410 a. C.); o Faraó reinante com receio que a grande fertilidade das mulheres hebreias pudesse por em risco o seu reinado, pelo aumento numérico da nação escrava, ordenou às parteiras que as meninas recém-nascidas fossem poupadas, mas se nascesse menino fosse morto.

A econômica e útil mão escrava tão desejada, aos olhos da autoridade egípcia era terrível ameaça a estabilidade do seu trono. Diz-se que os filhos são a riqueza do pobre, mas na realidade, são eles que enriquecem ainda mais os ricos. O poder da mulher, segundo os economistas, está no útero, de onde se origina a fonte da riqueza e da pobreza, dependendo de como ele é controlado. Desde 1922, crescia na Europa a chama do sentimento racista, atiçada principalmente na Alemanha por Hitler, culpando judeus, negros e ciganos pela crise econômica e crescente desemprego.

A eugenia nazista pregava a superioridade da raça ariana, pura e perfeita, única que deveria sobreviver, escravizando as inferiores e exterminando delas seres humanos imperfeitos, impedindo-os de se reproduzirem em beneficio da eugenia sadia da humanidade. A ciência da época, então, foi em busca da descoberta de uma pílula anticoncepcional, primeira a ser lançada em 1960, batizada com o nome de Enovid.

José Mauro Jordão é médico