Balanço

No balanço da avaliação da fase vermelha em Mogi das Cruzes, feito pelo prefeito Caio Cunha (Pode), na segunda-feira, que também apresentou medidas para minimizar a proliferação da Covid-19, uma das decisões mais importantes foi a manutenção das aulas online. Mesmo no final do ano passado, quando parecia que a pandemia estava perdendo força, as aulas ocorriam de forma remota, então, qual seria a justificativa de retornar com os estudos presencias neste momento? Mesmo assim, em Suzano, por exemplo, há manifestações para o retorno presencial nas escolas particulares - um problema delicado entre empresários e poder público.

A volta às aulas acarreta em aumento de circulação nas vias e no transporte público - este, o problema mais complicado a ser resolvido e que nenhum governante conseguiu resolver. Pessoas continuam viajando em ônibus e trens como sardinhas enlatadas, mesmo com o remanejamento dos veículos para os horários de pico. Mogi bateu recorde do ano, no final de semana passado, com índice de 51% de isolamento social, o que não ocorria desde agosto de 2020. Os piores índices ocorrem em dias de semana. Em outras palavras, é a aglomeração de trabalhadores que mais dificulta a redução de contaminados do coronavírus, e não necessariamente jovens irresponsáveis que realizam festas.

Caio Cunha também anunciou que em estabelecimentos que funcionam como serviços essências, como supermercados, será permitida apenas a entrada de uma pessoa por família. A ação não deve surtir muito efeito novamente, já que, infelizmente, não podemos contar com a colaboração e senso de coletividade de uma parte da população.

O pagamento do IPTU de abril, maio e junho foram transferidos para outubro, novembro e dezembro, respectivamente. Igrejas, mesmo que de forma restrita, irão receber fiéis. Medida perigosa. Não seria o momento de aplicar sua fé em casa?

Cabe ao leitor analisar o que considera certo e errado, mas fica aqui, novamente, o alerta de que não adianta apenas apontar o dedo para o poder público. É preciso que façamos nossa parte também. E nem sempre ela é feita.