Piorando

sadfa
sadfa - FOTO: divulgação

Assistimos atônitos ao crescimento do número de infectados e mortos pela Covid. O Brasil se tornou um recordista macabro. Colhemos os frutos do negacionismo, da inépcia de todos os nossos governos e da displicência coletiva. Sofremos com a segunda onda, mais intensa e mortal. Muitos se recolhem não por desejo, mas por medo e todos deveríamos por prudência.

A não programação para aquisição de vacinas, a propaganda do presidente da República contra o uso de máscaras, vacinação e isolamento contribui e muito para o que vivemos hoje. Nossos governantes não podem ser complacentes com o que quer a maioria da população, com a vida não se brinca e todas as medidas impopulares devem ser adotadas até que os níveis de contágio e saturação do sistema de saúde reduzam. Não podemos nos iludir com a imunização, ela é lenta e assim continuará por falta de vacinas, o mundo todo as procuram exceto os negacionistas.

A quem não governa é necessário praticar o isolamento sempre que possível, incorporar a contínua, frequente e habitual higienização das mãos e usar sempre máscara. Precisamos nos prevenir por dois motivos: não há remédio e não há imunização. Não se engane que controlada a pandemia tudo voltará ao normal. Hoje vivemos em meio a guerra com milhares de mortos e sequelados, as consequências sociais e econômicas serão sentidas durante anos ou décadas, tudo depende de como nos comportamos em meio à catástrofe que se abate sobre nós.

Já que os governos fazem pouco e fazem mal, a nós resta a prevenção contra o que, ainda, não há remédio. Não dá para continuar vivendo como se nada estivesse acontecendo, há uma calamidade que não cessa e só aumenta. É tempo de resguardo verdadeiro para preservação da vida que é única. Ninguém ignora os impactos econômicos do isolamento, mas esses impactos são imediatos, as mortes e sequelas pela Covid serão de longo prazo com consequências que ainda não podemos mensurar. As medidas restritivas serão intensificadas, mesmo assim assistiremos a uma tragédia sem precedentes e, infelizmente, trezentas mil vítimas fatais não é um número distância.

Cedric Darwin é mestre em Direito e advogado.