Todo cuidado é pouco

Amanhã o Alto Tietê entra na chamada Fase Emergencial, nome dado pelo governo paulista para uma fase extra, abaixo da vermelha, para que novas restrições sejam impostas e a circulação de pessoas - talvez o maior fator para que o coronavírus se disseminine -, seja reduzido ao máximo.

Este será, ao menos em tese, o momento mais restrito que teremos. Até mesmo restaurantes, que se valiam do "take away", frase em inglês para dizer, simplesmente, "retirada de comida", não poderão mais utilizar esse caminho para vender as refeições. Mas, na prática, a teoria é outra. Bailes, festas e comércios não essenciais continuam se aproveitando da pouca fiscalização para realizar suas atividades, mesmo assim, Poá, Suzano e Mogi promoveram ações com o objetivo de acabar com as aglomerações.

Em Suzano, por exemplo, mais de 40 estabelecimentos foram fechados no final de semana passado por descumprir as normas da fase vermelha. Esse trabalho, que deverá ser realizado por todas as GCMs do Alto Tietê, deverá ser intensificado. Se parte da população ainda pensa que o vírus foi embora, é preciso mostrar para ela segue firme e forte.

Na quinta-feira passada, o governo do Estado informou que pouco mais de um milhão de pessoas já tinham a vacinação completa, ou seja, já tomaram a duas doses dos imunizantes, que podem ser tanto a CoronaVac, elaborada pela biofarmacêutica AstraZeneca, ou pela universidade de Oxford. É bom, mas ainda é muito pouco.

O percentual de vacinados é de 2,24% em todo o território paulista. Na comparação com a população do Estado, que é de 44,8 milhões, segundo dados da Fundação Seade, é insuficiente para a atingir a imunidade de rebanho. Segundo uma pesquisa feita ano passado por cientistas ingleses, portugueses e brasileiros, com 20% de vacinados será possível conseguir esse escudo, e não com 70%, como era aventado anteriormente.

De qualquer maneira, há muito trabalho para fazer e, se a imunidade de rebanho ainda está longe, o jeito é apelar para a fiscalização e impedir ao máximo que aglomerações ocorram no Alto Tietê e demais cidades brasileiras.