Tem que pesar no bolso

Uma nova semana se inicia, infelizmente, em situação idêntica aos últimos dias. E com expectativa de piora, como divulgado em destaque nas edições de domingo dos jornais Mogi News e Dat. O cenário da pandemia da Covid-19 é cada vez mais crítica e parece que não há como evoluir o diálogo com aquela parcela da população que não se preocupa em resguardar a própria vida e as das demais pessoas ao redor.

A fase emergencial foi prorrogada em todo Estado de São Paulo até o dia 11 de abril, com o objetivo de tentar minimizar a grave situação nos hospitais municipais, estaduais e particulares. Da mesma maneira que falta leitos e medicamentos nas unidades de saúde, falta também respeito e conscientização. Parece que a solução, como sempre, será afetar o bolso, sem piedade, caso contrário, as aglomerações nas ruas continuarão a ser levadas para os hospitais - que se encontram na mesma situação.

No final de semana passado, o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos), visitou o Hospital Municipal de Braz Cubas, que funciona como Centro de Referência da Covid-19, e reforçou a preocupação com a atual circunstância e reforçou o pedido - até agora sem muito sucesso - para as pessoas ficaram em casa. O prefeito também expôs nas redes sociais o que é facilmente verificado: pessoas transitando pelas ruas sem preocupação e cuidados básicos com o vírus. Por isso, sugeriu o lockdown para todas as cidades do Alto Tietê, o que foi vetado pelos demais prefeitos da região.

Um dos motivos da movimentação nas regiões centrais é o funcionamento de alguns comércios que, mesmo proibidos, atendem de portas fechadas. A população sabe disso, assim como o setor de Fiscalização. Mas, claro, essa não é a principal causa de aglomeração. O pivô continua sendo a lotação nos transportes públicos, assim como as festas clandestinas.

Para piorar, vem feriadão ai. Por mais que as autoridades alertem que não é momento para planejar viagem, muitas pessoas, mais uma vez, deverão descumprir a determinação. Não há mais como sensibilizar uma parte da população apenas com palavras.