Saúde Funcional

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luiz - FOTO: divulgação

Estação de maior incidência de doenças respiratórias, o outono se inicia novamente e neste ano, com uma preocupação a mais: a pandemia do coronavírus e sua nova cepa, que faz com que as pessoas se confundam sintomas e tratamentos de resfriados e gripes comuns com os da Covid-19.

Com a chegada do frio e da umidade, há a tendência de se ventilarem menos os ambientes, fechando janelas e portas. Com isso, a taxa de contaminação do grupo familiar que coabita uma residência tende a ser maior, se houver alguém que esteja contaminado e isso pode ainda agravar mais as contaminações.

A importante atuação dos fisioterapeutas poderá intervir com uma medida de prevenção, exercícios de fisioterapia cardiorrespiratória e podem auxiliar muito na diferenciação de sintomas respiratórios, ou seja, o indivíduo que for contaminado, se estiver com suas musculaturas acessórias preparadas e sabendo respirar corretamente utilizando o diafragma, poderá mudar a história dessa pessoa que de repente, não precisará ser internada ou até mesmo intubada, pois suas musculaturas poderão auxiliar na captação de ar, combatendo a piora do quadro patológico que podem ou não ser frutos da Covid-19.

Entender o funcionamento da respiração é importante para não confundir alguns sintomas de ansiedade com os do coronavírus, por exemplo, a falta de ar. Na ansiedade, ela pode ceder muito mais facilmente com os exercícios de conscientização respiratória que a falta de ar pelo coronavírus. Os pacientes crônicos respiratórios precisam manter em dia seu tratamento de fisioterapia cardiorrespiratória, a fim de evitar uma descompensação em um momento como o atual que falta leitos nos hospitais e é sempre importante lembrar quanto mais conseguirmos evitar idas aos hospitais melhor para o paciente, mas para isso, essas pessoas contaminadas devem estar imediatamente acompanhadas por especialistas, em especial fisioterapeutas.

Doutor Luiz Felipe Da Guarda é
fisioterapeuta e presidente do
Lions Clube Mogi das Cruzes