Estabilização

Em vigor em todo o Alto Tietê, a Fase Emergencial, finalmente, acabou. O anúncio do término do período mais restritivo, ao menos no papel, ocorreu na sexta-feira passada.

Com a mudança, a partir de amanhã já começa a valer a Fase Vermelha para todas as cidades, ou seja, a restrição ainda continua, mais branda e com possível retorno gradual das aulas, mas ainda assim uma restrição. A flexibilização somente foi possível graças à queda nas internações causadas pelo coronavírus (Covid-19), que deixaram os 100% e agora flutuam em torno dos 90%, ao menos no Alto Tietê.

É claro que o número deve ser considerado, afinal há dias vemos as vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Enfermagem acima do limite de capacidade, portanto, qualquer alento, por menor que seja, é bem-vindo.

Mas uma dose a mais de cautela seria melhor. Observar a queda é algo bom, mas melhor ainda é ver os números de internações e infecções estabilizados e que não sofram mais com a oscilação do sobe e desce. Por isso, talvez fosse melhor estender um pouco mais a Fase Emergencial. Ainda que a conta-gotas, mas com avanços, a vacinação vai contribuir com a estabilização que traria mais segurança ao governo e à população para poderem continuar com o combate à doença, mas o Estado decidiu afrouxar um pouco as regras das restrições.

Cabe aos paulistas e, principalmente, aos moradores do Alto Tietê promoverem o distanciamento. Porém, resultados divulgados pelo Grupo Mogi News com base no Sistema de Monitoramento Inteligente (Simi) do Estado mostram que a população não consegue superar os 45% de isolamento. Culpa das pessoas? Pode ser que haja uma parcela nisso, afinal existem os negacionistas e eles estão em todos os lugares, mas essa quantidade não deve representar somente esse tipo de pessoa, o deslocamento para o trabalho deve ser maior e pode estar aí o grande foco de disseminação do vírus: trens e ônibus. Por isso, uma restrição que permanecesse por mais alguns dias seria interessante, mesmo que não bloqueie - e não vai mesmo - a disseminação, mas pode contribuir para a estabilização e possível queda de contágio e internações.