Planejamento emergencial

O projeto prioritário encaminhado pela Prefeitura de Mogi à Câmara Municipal, enfim, foi votado ontem em sessão. Trata-se do Auxílio Empresarial Mogiano e o Auxílio Emergencial Mogiano, com investimento de R$ 9,7 milhões. Há quase duas semanas, o prefeito Caio Cunha (Pode) pediu celeridade aos vereadores para aprovação, mas emendas do Legislativo adiaram o planejamento.

Na semana passada, Prefeitura e Câmara chegaram a um acordo sobre os detalhes e emendas dos projetos. O auxílio para comerciantes beneficiará mais de 7 mil empresas, de um a cinco funcionários, no valor de
R$ 300 e R$ 1.500; já o auxílio para pessoas de baixa renda inscritas no CadUnico irá favorecer 32 mil pessoas, segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social. Os programas terão duração de três meses. Um dos objetivos, no caso do auxílio a empresas, é ajudar os trabalhadores de serviços considerados não essenciais, alguns dos setores mais afetados com a pandemia.

Em nível federal, o auxílio emergencial concedido aos brasileiros a partir de abril do ano passado, por três meses e depois prorrogado por duas vezes - até dezembro do ano passado -, foi de extrema importância para evitar que milhões de pessoas fossem empurradas à extrema pobreza. Por isso, sua renovação é fundamental para dar uma proteção maior à parte da população que se encontra em situação de vulnerabilidade.

É preciso que Mogi e outros municípios do Alto Tietê que oferecerem esse benefício à população aprendam com algum erros vistos ao longo do ano passado e deste. Questões burocráticas e estruturais, como atrasos nos depósitos, saques/transferências não autorizadas e contas que não foram efetivamente pagas com o saldo disponível, entre outros, prejudicaram muita gente. Diante da ineficiência dos canais de relacionamento digitais, quem sofria com alguma dessas questões e dependia do dinheiro teve que ir até agências físicas da Caixa — provocando, assim, aglomerações perigosas em meio à pandemia.

O valor não é suficiente para sanar todos os problemas financeiros causados durante a pandemia, mas, com organização, é possível aliviar a situação de muita gente.