Cidadão fiscalizador

A significativa redução de internações de pacientes idosos contaminados pela Covid-19 após a chegada da vacina é uma notícia tanto natural quanto animadora. A média de mortos, porém, ainda está longe de ser minimamente satisfatória, por isso, os cuidados do cidadão são tão importantes neste momento quanto a chegada rápida de mais vacinas.

Fundamental, também, cautela por parte do poder público nas decisões de flexibilização do comércio, espaços públicos e educacionais. Com mais de 5,6 mil casos de coronavírus desde o início do ano entre profissionais da Educação e alunos, as aulas foram retomadas de forma gradativa. Se a fiscalização e respeito por parte dos próprios envolvidos ocorrer, principalmente dos alunos, a medida poderá se mostrar como boa solução nesta retomada das atividades presencias nas escolas. Caso contrário, poderá haver um aumento de casos dentro desse nicho, já que em um espaço fechado como as salas de aula, o risco de contaminação é ainda maior.

Por isso, a comunicação entre pais e filhos estudantes neste momento é fundamental. Os responsáveis que tiverem consciência da importância de fazer parte da vida escolar e das medidas e cuidados contra a pandemia que ocorrem dentro das instituições de ensino estarão mais prevenidos e com condições de contribuir com a fiscalização, reclamando quando necessário. Sempre foi assim: poucos devem fazer por muitos.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação, mais de 8 mil casos estão sendo investigados e quase 40 óbitos passam por análise na tentativa de se verificar se eles têm relação com as atividades presenciais nas escolas durante o período de transmissão. Guarulhos está entre as cidades com maior quantidade de casos registrados.

Importante não esquecer que, embora as medidas do governo do Estado flexibilizem o funcionamento de comércios, shoppings, bares, restaurantes etc, a situação segue crítica e, cada vez mais, a colaboração do cidadão fiscalizador se faz necessária.