Oratória e o poder das palavras

Olavo Câmara
Olavo Câmara - FOTO: divulgação

Do ponto de vista psicológico e até fisiológico, a palavra é comunicação, mas também a transmissão do poder. Com a palavra se pode influenciar outros mesmo a distância. Mesmo sabendo fazer discurso com êxito é preciso despejar no momento da fala ou do discurso, amor e força de convicção.

Falar em público pode ser uma arte, mas é preciso antes pensar, pois os pensamentos e o falar estão unidos. Pensar, sentir e falar são três verbos que estão unificados. Utilizar gestos que se unem às palavras e sentimentos exige conhecimentos. Há pessoas que já nascem com talento e são falantes naturalmente, mas outras necessitam de aprendizados e treinos para obter autodomínio para discursar, falar e convencer outras.

As palavras devem ser utilizadas com sabedoria e tornar o auditório, sala ou grupo de ouvintes despertos, atentos e interessados na fala ou exposição de determinado tema. Como controlar a tremedeira, o medo de se expor e ficar com o rosto vermelho? Eis aí o controle que deve aprender para obter sucesso e convencer o público que estiver ouvindo a um discurso, uma colocação ou pergunta. O interessado em falar em público deve desenvolver boa memória, excelente cultura geral e estudar os grandes oradores do passado.

As biografias de Demóstenes (Grécia), Júlio Cesar e Marco Antônio (Império Romano) e outros de tempos mais modernos, como Jânio Quadros, ex-presidente do Brasil, Rui Barbosa e muitos outros políticos. É preciso aprender que se expor discursos falaciosos e não realistas, trará decepção ao público. Então, distinguir quando o orador é demagogo e quando é verdadeiro é também uma astúcia do ouvinte.

Outra questão é saber ler em público. Não se pode ler com os olhos "enterrados na folha de papel". É importante olhar para as frases no papel e levantar os olhos e fixar na plateia, pois, caso contrário, não captará a atenção do público. Os discursos verdadeiros convencem, mas depende do orador. É o poder das palavras. Tenha astúcia.