Pedágios

Cedric Darwin
Cedric Darwin - FOTO: divulgação

O governo do Estado de São Paulo por meio da Artesp pretende instalar não uma, mas duas praças de pedágio em Mogi das Cruzes. Uma na Mogi-Dutra e outra na Mogi-Bertioga. Os prefeitos de Mogi das Cruzes e de Arujá já se manifestaram publicamente contra o projeto. Ao menos um deputado federal e dois estaduais também participaram do protesto contra a instalação das praças.

Mas é preciso mais, muito mais e além da sociedade civil é importante que as indústrias e seus órgãos representativos se oponham à pretensão arrecadatória despropositada. A Mogi-Dutra é a principal via de acesso à Mogi, uma universidade, dois centros universitários, polos industriais, intensa atividade comercial, educacional e de saúde. Arujá e Itaquaquecetuba acessam Mogi pela Mogi-Dutra e para ingressar nessas cidades já é cobrado pedágio tanto na Ayrton Senna como na Dutra.

A cobrança de pedágio na Mogi-Dutra implicará no aumento de custo injustificado e a poucos quilômetros de outras praças de pedágio de quem vem da capital ou de Guarulhos para acessar a cidade. E se de fato houver mais uma praça de pedágio na Mogi-Bertioga, serão três tarifas para que vem da capital pela Ayrton Senna ou pela Dutra até Bertioga.

A Mogi-Dutra é de pequena extensão, mas fundamental para o desenvolvimento da cidade e região. A situação não difere para que vive na cidade e se desloca de automóvel, ônibus ou van para as cidades vizinhas. O pedágio aumenta o custo de deslocamento sem agregar vantagem ao usuário. Há o agravante de no meio dessa rodovia existir residenciais como também se dá na Mogi-Bertioga.

O pedágio é um desestímulo ao deslocamento entre os municípios e um fator de encarecimento dos transportes e consequentemente de produtos e serviços, tudo o que não precisamos em plena pandemia. Tudo isso sem computar o desgaste político do governador João Doria, candidatíssimo à presidência da República.

O pedágio não interessa a ninguém, senão a quem o explora. Injusto, não desejado e inoportuno é necessário o comprometimento político de todo o Alto Tiete: prefeitos, vereadores, deputados e sociedade civil, todos contra o, ou, os pedágios!