Tendência do trabalho remoto

Há três décadas, a entrada da tecnologia chegou com força jamais vista e, cada vez mais, obriga as pessoas a se adaptarem às novas tendências. Uma delas foi impulsionada neste período de pandemia: o trabalho remoto, ou home office. Dos anos de evolução tecnológica somados à orientação de ficar em casa por conta da Covid-19, surgiu um novo modo de trabalhar, que veio para ficar.

A economia, seja das grandes ou pequenas empresas, foi muito significativa. Companhias com sedes vistosas e vários andares de prédios alugados devolveram os espaços físicos ou os reduziram em mais de 50%. Em meio ao caos e sofrimento da pandemia, surgiu a oportunidade de empresas e empregados economizarem, consideravelmente, tempo e dinheiro - temas fundamentais no sistema capitalista. A empresa se livra de vários encargos e gastos diários e o empregado não perde mais tempo em trânsito, utilizando esse período em horas trabalhadas. Bom para ambos.

Quem trabalha perto de casa não sente tanto o benefício, mas pensando na maioria da população, que enfrenta o tráfego pesado da capital e transporte público lotado, o ganho é enorme. De acordo com uma pesquisa da Salesforce, realizada em outubro de 2020, o trabalho remoto é uma tendência que chegou para ficar. Mais de 50% dos brasileiros entrevistados afirmam que trocariam de emprego se pudessem trabalhar desta forma. Aos poucos, o perfil do trabalhador muda e, neste momento, parece que vivenciamos um marco, no qual a geração milênio não precisa necessariamente de uma mesa para produzir.

Conforme divulgou ontem o Mogi News, a oferta de emprego vem crescendo, igualmente à necessidade da população. É logico que em certos tipos de trabalho, o cara a cara com o cliente em um ambiente adequado é fundamental para fechar negócio. Em outros casos, simplesmente não é possível trabalhar de forma remota, como serviço de manutenção. O trabalho presencial vai continuar, mas o remoto também veio para ficar. Por isso, empregados e empresas precisam continuar a adaptação ao novo modelo, afinal, em pouco tempo ele poderá se transformar em diferencial de escolha.