Saúde primeiro, depois Educação

As creches subvencionadas de Mogi das Cruzes retornaram com as aulas presenciais, recebendo o máximo de 35% de alunos, como medida para conter o avanço da Covid-19. Para auxiliar nesta importante fiscalização, as unidades de ensino contam com uma Brigada da Pandemia. Mesmo assim, a Associação dos Servidores Municipais de Mogi das Cruzes (ASMMC) solicitou o adiamento do retorno das aulas presenciais na cidade.

O documento encaminhado à Secretaria Municipal de Educação, na quinta-feira passada, considera o aumento constante dos índices de contaminação por Covid-19. Outro ponto destacado pelos servidores é a elevação nas taxas de ocupação de UTIs. Segundo nota da ASMMC, enviada ao Mogi News, o retorno presencial neste momento coloca em risco servidores, crianças e familiares. O documento emitido pela associação congrega mais de 4 mil servidores.

A Prefeitura de Mogi, por sua vez, diz que segue analisando os indicadores epidemiológicos no município, além de acompanhar a situação das unidades escolares com relação aos protocolos de segurança sanitária. Neste momento, envolver todos os setores na discussão, incluindo a sociedade civil, é imprescindível, por isso, Mogi está criando o Gabinete de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação (Gaepe), a fim de reunir representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário e população.

Mas a luta para adiar o retorno presencial dos alunos também envolve o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado São Paulo (Apeoesp). A coordenadora da subsede da entidade em Mogi, Vânia Pereira da Silva, informou que, há duas semanas, os professores ganharam uma ação na Justiça que contempla funcionários das redes estadual, municipal e particular. A ação solicita que enquanto a região se encontrar na fase vermelha ou laranja, o retorno presencial fica vedado. O Estado, no entanto, recorreu da decisão e manteve as escolas abertas.

Até ontem, eram 2.022 casos ativos da doença só em Mogi. Em meio a isso, temos novas variantes aparecendo e o risco eminente de uma terceira onda da Covid-19. É preciso continuar priorizando a Saúde.