Saúde Funcional

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luiz - FOTO: divulgação

Essa Covid-19 não é fácil o vírus vai embora, as sequelas ficam: dificuldades cardiorrespiratórias, fraqueza muscular, fadiga e cansaço têm sido sintomas frequentemente relatados pelas pessoas que passaram pela doença, conhecida como miopatia esquelética. O Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, mudou completamente a cara do mundo que conhecíamos, afetou praticamente todos os aspectos da vida cotidiana e causou mudanças substanciais nas ciências da saúde.

Surgiu a necessidade urgente de fornecer cuidados multidisciplinares às pessoas infectadas. A princípio, quando tudo começou, muitos especialistas pensavam que a Covid-19 era principalmente uma doença respiratória. Esperava-se que afetasse o nariz, a garganta e os pulmões, de forma semelhante ao vírus da gripe. No entanto, é muito mais do que uma gripe sazonal. Pode causar danos irreparáveis ao cérebro, coração, sistema circulatório, renal e, claro, ao pulmão, órgão com maior incidência de sintomas nessa doença.

De acordo com dados do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), a duração média da internação hospitalar pela Covid-19 é de 22 dias. Além do cansaço emocional e perda funcional do pulmão, todo esse tempo em um leito de hospital também gera outro grande problema aos pacientes: a perda de massa muscular.

Muitas dúvidas relacionadas às sequelas pós-Covid-19, são existentes, afinal não se sabe, por exemplo, se elas são reversíveis ou não. Porém, os especialistas envolvidos nesses atendimentos sabem que muitos desses pacientes precisarão de acompanhamento e reabilitação multidisciplinar.

Os pacientes com Covid-19 sofrem diversos graus de disfunção respiratória e física, sendo que a recuperação funcional do pulmão é fundamental para os pacientes que receberam alta para o tratamento da doença. Após obter uma boa complacência e expansibilidade do pulmão, pode-se iniciar um trabalho aeróbico de baixa intensidade, melhorando gradualmente a intensidade e a duração.