A ti o politicamente correto

Raul Rodrigues
Raul Rodrigues - FOTO: Daniel Carvalho

A educação torna um povo fácil de ser liderado, mas difícil de ser dirigido; fácil de ser governado, mas impossível de ser escravizado. Por isso não é sinal de boa saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente, como a nossa, já que o que se faz sem obrigação é o que define o que se é!

Os que buscam a centro-direita ainda não entenderam que o modelo de moderação do Brasil é dominado pelo politicamente correto e pelo marxismo. Sendo assim, qualquer direita será extrema, qualquer cristianismo será fanático e qualquer convicção diversa será discurso de ódio. Para afirmar que em terra que se diz de liberdade todos são reféns da tirania do politicamente correto.

Logo, criarão uma lei que proibirá as mulheres de serem bonitas em nome da autoestima das feias e proibirão os homens bem-sucedidos de terem carrões em defesa da dignidade de quem pega ônibus ou metrô. Duvida? Basta um mentiroso inventar que isso é necessário para um convívio democrático. Isso se chama Ditadura dos Ofendidos.

Assim, a ditadura perfeita terá sempre a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.

Quando se perceber que, para produzir, precisa-se obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.

Perante essa amostra aleatória da condição de tudo o que foi proposto, pude comprová-lo: nas universidades brasileiras, o estudante aprende a seguir sempre o consenso dominante (politicamente correto) e chamar isso, pasme, de "pensamento crítico".