Direito e dever do comércio

Valorizar comerciantes preocupados com a disseminação da Covid-19 é uma prática que pode auxiliar o reconhecimento de estabelecimentos que seguem à risca as ordens de restrição, isolamento e todos os itens que compõem as regras de segurança sanitária. Representantes do setor comercial e do Poder Executivo em Mogi das Cruzes estão atuando em conjunto para a possível elaboração de um selo de boas práticas de estabelecimentos essenciais e não-essenciais no contexto da pandemia.

A sugestão foi apresentada por entidades, como o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) e a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC). O selo teria como principal objetivo legitimar o trabalho realizado pelos estabelecimentos em manter todos os protocolos. A sugestão da criação de um selo voltado aos estabelecimentos comerciais responsáveis também encontrou apoio na Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes. No último dia 10, os vereadores Eduardo Ota (Pode), Marcos Furlan (DEM), Milton BiGêmeos (PSD) e Malu Fernandes (SD) protocolaram a indicação 1.180/2021, sugerindo a criação do selo Evento Seguro para a retomada da economia de locais autorizados a funcionar sob as regras do Plano São Paulo. Já a Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico está participando da elaboração do selo de boas práticas, com o intuito de valorizar empreendedores comprometidos com o cumprimento das regras de segurança sanitária.

O isolamento social não tem ligação direta com as regras estabelecidas país afora ou com o Plano São Paulo, criado pelo governo Doria. Mesmo sem a imposição de medidas restritivas, o prejuízo no comércio já seria evidente, pois existe parte da população consciente e que deixaria de sair às ruas, mesmo sem o pedido do poder público. Por isso, o incentivo é importante.

Ações como essa podem incentivar os demais e marginalizar aqueles que não cumprem as regras sanitárias. A luta por maior flexibilização do comércio é um direito válido dos comerciantes, mas eles têm o dever de colaborar para a não disseminação do coronavírus.