Na conta da pandemia

As obras atrasadas e dissolvição de planejamento dos governos são tristes consequências diretas da pandemia da Covid-19. A enfermidade não atrapalha, diretamente, somente a área da Saúde, mas afeta também vários outros setores.

A união de vereadores das cidades do Alto Tietê, que formaram recentemente a Frente Parlamentar, pode ser uma iniciativa importante para acelerar as demandas atrasadas da região por conta da crise sanitária. No último encontro, vereadores discutiram a polêmica nova taxa do lixo, implementada aos poucos nos municípios brasileiros, e a instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88). A união de forças, sempre importante, se torna primordial em momentos de crise.

Muitas promessas continuam engavetadas, com a convincente e, por que não, conveniente desculpa da pandemia. Realmente, o momento não é propício para certas ações. O foco, há quase dois anos, é preservar o máximo de vidas possível contra o coronavírus. Mesmo assim, alguns assuntos devem continuar a ser cobrados pela imprensa e população. Envolvendo a Mogi-Dutra, além da luta contra o adverso pedágio, há ainda a promessa de duplicar o km 33,5 da rodovia, localizado no trecho de Arujá. Os problemas com uma moradia ao redor ainda impede, judicialmente, um desfecho definitivo para o caso.

Mogi e região também aguardam as prometidas reformas das estações da CPTM. Em Mogi das Cruzes, o edital foi lançado para a modernização das estações Estudantes, Mogi das Cruzes e Jundiapeba, porém, não houve empresa interessada em investir. Isso vai para a conta da pandemia. Mogi também estuda, desde a gestão passada, a criação de uma nova unidade do Centro Dia do Idoso e o Centro Dia da Pessoa com Deficiência. O cenário da pandemia, contudo, engavetou, naturalmente, assuntos desse porte.

É fato que a crise sanitária travou o desenvolvimento. O problema é que mesmo quando a pandemia for inserida nos livros de história, suas consequências continuarão vivas e muitas promessas feitas antes da chegada da Covid-19 poderão ter planejamento modificado. Como resultado, a população poderá deixar de ser atendida, em definitivo, com demandas importantes.