Síndrome pós-Covid II

Mauro Jordão
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Como numa operação de guerra estamos vivendo num campo de batalha, a maioria no meio do fogo cruzado escapa com vida, mas há muitos mortos e outro tanto de feridos nesse tiroteio contagioso dos bilhões dos "soldados" que integram o terrível exército do coronavírus.

Na frente de batalha, o nosso corpo é protegido do ataque mortal do inimigo usando a estratégia do distanciamento, da máscara protetora, do álcool em gel como antisséptico e germicida e das vacinas ativando o poder de combate dos anticorpos guerreiros contra a malignidade do vírus.

Na retaguarda, temos de tratar os traumas e as sequelas dos combatentes que foram atingidos pela doença e sobreviveram, e após a alta eles continuarão sofrendo com a síndrome pós-Covid. As vítimas da insônia ou do sono não reparador, devido horas diante da tela do mundo digital, traz prejuízo de atenção e de desempenho em suas atividades corriqueiras.

O professor Sérgio Brasil Tufik, pesquisador do Instituto do Sono de São Paulo, revelou que durante a pandemia, o uso demasiado da tecnologia fez 64% das pessoas pesquisadas relatar uma demora de 30 minutos ou mais para adormecer.

Diz ele que a nossa sociedade vem caminhando para a privação do sono, muito por causa dos dispositivos eletrônicos. O vício em telas atua na diminuição da melatonina, um dos hormônios responsáveis pela manutenção do sono.

A luz é um inibidor do hormônio e a iluminação engana o cérebro que não se prepara para dormir por pensar que é dia. Os sintomas pós-Covid são variados, dor nos nervos e nos músculos, mal estar, cansaço, confusão mental, dificuldade respiratória, desarranjos do sistema metabólico - colesterol alto e hipertensão, ansiedade, depressão, perda do olfato e do paladar e outras manifestações mais leves ou mais graves que podem se tornar crônicas.

Uma nova especialidade multidisciplinar surgiu na Medicina para o tratamento da síndrome pós-Covid. A fé na supremacia de Cristo nos consola e enxuga as lágrimas do sofrimento.