Transporte público mais movimentado

Mesmo com o reforço nos cuidados sanitários, os transportes públicos continuam sendo uma ameaça em período de pandemia. Segundo publicação dos jornais Mogi News e Dat, no sábado passado, Metrô, CPTM e EMTU vêm apresentado aumento no número de usuários nos últimos meses, o que apresenta, proporcionalmente, maior risco de contaminação.

Os funcionários das empresas vêm se esforçando para minimizar os riscos, com ações padrões, como a ampliação da frequência da limpeza de assentos, pisos, corrimãos, maçanetas e outros pontos, além de aumento no monitoramento e fiscalização da higienização dos banheiros das estações e terminais, e a reposição de itens de higiene pessoal. Tudo isso, porém, não garante a segurança sanitária, principalmente em horários de pico.

O transporte público na pandemia é alvo de muitas críticas, seja de especialistas em saúde pública ou dos próprios passageiros, e é apontado como um dos fatores de maior risco à população nesta fase de quase um ano e meio de luta contra a pandemia da Covid-19. Por isso mesmo, a utilização desses veículos encontra-se pela metade em relação ao período pré-pandemia, ou seja, cerca de 5 milhões de pessoas por dia fazem uso do trem, metrô ou ônibus. O Alto Tietê conta com duas linhas de trens metropolitanos: a Linha 11-Coral e a Linha 12-Safira, com um total de 12 estações entre Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes. No início de maio, a EMTU reforçou a frota em oito linhas nas cidades de Suzano, Mogi das Cruzes, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Poá.

Mais uma vez, para garantir maior segurança à população, voltamos ao ponto central: a vacinação. Seja chinesa, britânica, americana ou alemã, o fármaco, já testado, não pode ser colocado em xeque. Definitivamente não é momento de escolher qual vacina tomar. O risco de contaminação ainda é alto e ficar vulnerável é muito pior do que não ser imunizado, independentemente do imunizante disponível no momento.

A cobrança por mais celeridade no ritmo da vacinação deve continuar, já a população, deve fazer sua parte. Principalmente aqueles que utilizam o transporte público.