A saga de quem depende do esporte

Mesmo com as dificuldades atuais impostas para a realização do desgastante ciclo olímpico, a região do Alto Tietê será representada nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio, a ser realizada entre o final deste mês e agosto. Desde o ano passado, reta final de preparação antes do início dos Jogos, os atletas foram obrigados a replanejar os treinamentos por conta da pandemia.

A rotina de treinamento e participação dos esportistas em várias competições classificatórias foi alterada, com impactos bastante pronunciados no condicionamento físico. A participação do público também deverá sofrer alteração, uma vez que, embora em alguns países a Covid-19 esteja controlada, ainda há o receio por parte da população, além de várias nações, como o caso do Brasil, ainda vivem dias complicados e indefinidos em relação à doença e outras ainda em alerta máximo.

Com a pandemia, por exemplo, muitos circuitos mundiais foram paralisados e atletas foram obrigados a treinar por conta própria. Outros, que se preparavam com esforço para o último ciclo olímpico, decidiram abandonar a carreira de vez.

Se os atletas olímpicos passam por momento conturbado, com os amadores que estão no caminho da profissionalização, a situação é ainda mais complicada. Sem incentivo e com restrições impostas, a vida de muitos que dependem de alguma modalidade esportiva passou a ser um desalento.

Recentemente, a Câmara Municipal de Mogi realizou uma cerimônia de entrega da Medalha Destaque Esportivo a atletas, equipes e entidades que representam o esporte mogiano, aos esportistas que obtiveram bons resultados e desempenho durante o ano passado. Na ocasião, atletas como Geraldo de Melo Campos (hipismo), Danila Ramos (pugilista), Bruna Satie Yamazaki (bocha paralímpica) e Roger Kasivagura (goalball); dentre muitos outros, receberam homenagem merecida, pois depender do esporte para sobreviver já requer muito amor e dedicação. Em tempos de pandemia, a atividade passa a ser uma verdadeira saga.