Culpa

Cedric Darwin
Cedric Darwin - FOTO: divulgação

A redução de infectados e mortos vítimas de Covid-19 revela que a vacinação é o único meio de nos livramos da pandemia. Na mesma medida em que a vacinação avança, os números de infectados, doentes e mortos diminuem. Isso revela que o total de vítimas fatais e sequelados poderia ser muito menor caso o governo federal não fosse ineficaz na aquisição de vacinas. E pelo que já se sabre, ao menos uma farmacêutica insistiu muito para vender o imunizante: a Pfizer. Não se sabe o motivo da recusa e demora para aquisição do melhor imunizante disponível no mercado, algo que provavelmente será respondido pela CPI do Senado.

Aliás, seria muito bom que o Congresso também instaurasse uma CPI para apurar a culpa do governo federal no atraso da imunização. Enquanto a Europa assistiu a final da Eurocopa ao vivo no estádio e sem máscaras em razão da imunização, no Brasil, a final da Copa América teve um pequeno público para assistir a derrota da seleção brasileira. A demora na retomada da economia e principalmente as milhares de vidas perdidas pelo atraso injustificado na imunização da população deve ser exemplarmente punida.

O atraso injustificado na imunização dos brasileiros retirou de muitos a oportunidade de não morrer vítima de Covid. Há responsabilidade de civil, criminal e administrativa de quem deveria e poderia ter adquirido imunizantes e por algum motivo não o fez. Desvendados os motivos para demora na aquisição das vacinas é fundamental punir os culpados, inclusive o presidente da República.

Até hoje assistimos à demora no avanço da vacinação por falta de imunizantes. Só no final do mês de setembro teremos toda população adulta imunizada com pelo menos uma dose de vacina, o que empurra para 2022 a imunização completa de toda população brasileira com duas doses. Essa responsabilidade precisa ser rigorosamente apurada e punida, pois as vidas perdidas pela demora injustificada na aquisição e aplicação das vacinas não serão recuperadas. São vidas e famílias perdidas por culpa de quem poderia e deveria ter comprado e disponibilizado vacinas. Passada a emergência, que venha a pena.