Cidadãos, busquem o patriotismo

Olavo Câmara
Olavo Câmara - FOTO: divulgação

Ao abordar este tema estamos nos referindo mais a perspectiva escolar. Em outras instituições, como nas comunidades, igrejas, organizações da sociedade civil, famílias, movimentos sociais, políticos, enfim, nas associações dos mais variados segmentos, também se pode educar e estimular a consciência para a cidadania. A constituição federal da República diz que todos são iguais perante a lei. Mas, destaque-se que é somente perante a lei. Para que houvesse igualdade real, seria necessário implantar definitivamente o comunismo que, aliás, não deu certo nem em Cuba, nem na China ou na antiga União Soviética. Educar para quê? O que se pode entender por cidadania?

"Cidadão", no passado, "era sinônimo de membro respeitável" ou com poderes ou prerrogativas especiais dentro da comunidade com possibilidades de participação e direito político, tendo influência, vez e voto. Hoje, o entendimento do termo cidadão, expandiu-se. Pode-se entender como todo membro da comunidade humana, com direitos e deveres pessoais universais, indisponíveis, inalienáveis, transculturais, trans-históricos e transgeográficos (conforme o dizer de Ricardo Brisolla Balestreri).

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 sintetizou os direitos dos cidadãos, quando afirma: "Cidadão é o sujeito da história, de sua própria história e, com outros cidadãos, da história da sua comunidade, da sua cidade, da sua nação e do seu mundo". A igualdade maior se dá pela condição humana, seja homem ou mulher, sem qualquer discriminação. Os governantes devem dar exemplo de cidadania, sem demagogia, e, estimular o civismo e comemorar publicamente as datas cívicas. O respeito à Pátria e à humanidade educa e traz grandes benefícios para a sociedade. Educar para a cidadania é estimular os direitos e deveres, respeitar as diferenças, educar cada ser humano para que tenha fé em seu potencial. Ame a sua Pátria e seja exemplo para seus descendentes. Pensar em patriotismo neste momento é uma utopia. Mas devemos seguir em frente.