A agonia do ideal jovem

Mauro Jordão
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Em 1997, o general Colin Powell, vencedor da Guerra do Golfo contra Saddam Hussein, no Iraque, em 1991, iniciou uma nova e difícil batalha: resgatar milhões de jovens norte-americanos do flagelo da pobreza material e da miséria moral. Desses 15 milhões de adolescentes, mesmo com ajuda do presidente Bill Clinton e dos ex-presidentes George Bush, Gerald Ford e Ronald Reagan, conseguiu salvar, até o ano 2000, dois milhões. A economia mais poderosa do mundo viu-se fragilizada para superar um câncer social que ameaçava destruir o Sonho Americano pela agonia do ideal jovem.

Jovens desajustados e psicologicamente envelhecidos renunciavam a capacidade de sonhar. Na questão ética e moral estamos vivendo o pior momento do mundo, a delinquência juvenil aumentou em progressão geométrica. Não há como conter a gigantesca onda de delitos numa sociedade que nega a necessidade de Deus, entronizando em seu lugar o bezerro de ouro da ciência e da tecnologia.

Estamos vivendo a cultura decadente do "aqui" e do "agora", nela se afirma que o passado em excesso causa depressão e a preocupação demasiada com o futuro produz ansiedade, então devemos cultuar o prazer no presente. Estamos navegando em direção ao abismo da dissolução das virtudes que banalizam a vida. O relativismo faz apodrecer a verdade no coração do homem.

O pensamento humanista do presente século fez subir a porcentagem de gravidez indesejada nas adolescentes, consumo de drogas ilícitas, assalto à mão armada e mais crimes que limitam a liberdade e a segurança do ser humano. A formação do bom caráter dos filhos é prejudicada pela perda do significado de família, a qual foi instituída por Deus. Infelizmente, os nossos lares têm sido invadidos pela superficialidade dos programas que são assistidos em nossos meios de comunicação digital, empenhados em apagar qualquer vestígio de valores espirituais. O ideal agonizante do jovem se vivifica quando ele tem Cristo em sua vida.