Editorial

PPP do lixo sairá do papel?

05/08/2021 às 05:30
Atualizada em 05/08/2021 às 05:30.

O novo modelo de destinação dos resíduos sólidos é uma das marcas importantes que poderiam ter sido deixadas pela gestão passada da Prefeitura de Mogi das Cruzes, mas não foi concretizada. No ano passado, o Grupo Mogi News acompanhou a tramitação e processo para a criação de uma Parceria Público-Privada (PPP), em diversas conversas com o então secretário municipal de Serviços Urbanos, Dirceu Meira, mas, no fim das contas, a licitação precisou ser adiada para realização de ajustes no edital e não saiu do papel.

Restou à atual gestão mogiana abraçar a causa. Segundo a Prefeitura, ainda há o interesse de se criar a primeira PPP na cidade. No meio disso, a possibilidade da instalação de um aterro sanitário em Mogi foi totalmente descartada pelo prefeito Caio Cunha (Pode).

Por enquanto, porém, com o fim do contrato com a CS Brasil - empresa que administrava a destinação de lixo por anos seguidos - uma nova empresa assinará contrato emergencial e manterá o atual trabalho, conduzindo os resíduos para um aterro no município de Jambeiro, no Vale do Paraíba. O mesmo esquema será mantido até que todo trâmite burocrático para a efetivação da PPP - pode levar anos - seja concluída.

Na Câmara de Mogi a oposição demorou, mas começou a fazer barulho. No retorno das sessões ordinárias, na terça-feira passada, após o período de recesso, o vereador Iduigues Martins (PT), membro da Comissão Especial de Vereadores (CEV) dos Resíduos Sólidos, criticou a demora no diálogo entre os poderes na questão do contrato do lixo.

Embora não concretizado, o projeto da gestão passada, quando Marcus Melo (PSDB) era prefeito, continha propostas interessantes, que devem ser aproveitadas por Caio Cunha. Dentre as contrapartidas impostas à empresa vencedora, podia-se destacar a construção de mais cinco ecopontos no município, além de sugestões mais modernas para a destinação dos resíduos, como a criação de uma Unidade de Recuperação Energética (URE) ou de um aterro bioenergético.

Todas as possibilidades, porém, serão estudadas novamente pela gestão de Caio Cunha. A PPP sairá do papel nos próximos anos? Esperemos e cobremos.

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