Saúde Funcional

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luiz - FOTO: divulgação

Agosto Dourado é uma campanha que devemos levar a sério, afinal o aleitamento materno é fundamental para os bebês. Uma boa notícia é que, além de todos os benefícios conhecidos, a amamentação também diminui o risco de câncer de mama na mãe.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é a amamentação exclusiva por pelo menos seis meses, sem água, outros líquidos ou sólidos. O leite materno fornece toda a energia e nutrientes de que o bebê precisa para se desenvolver.

A maioria das mulheres que amamentam experimenta alterações hormonais durante a lactação que atrasam os seus períodos menstruais. Isso reduz a exposição a hormônios como o estrogênio, que pode promover o crescimento de células de câncer de mama. Além disso, durante a gravidez e a amamentação, a mulher renova o tecido mamário, o que pode ajudar a remover células com danos ao DNA.

A amamentação ainda pode ajudar a diminuir o risco de câncer de ovário, impedindo a ovulação. O mecanismo é o mesmo: quanto menos a mulher ovula, menor a exposição ao estrogênio e às células que podem se tornar câncer.

Em um estudo do Grupo Colaborativo de Fatores Hormonais no Câncer de Mama, os pesquisadores compararam mães que amamentaram com aquelas que não o fizeram, e descobriram que para cada 12 meses que uma mulher amamenta, seu risco de câncer de mama diminui 4,3%. Além disso, pesquisadores australianos também observaram que as mulheres que amamentaram por mais de 13 meses tiveram 63% menos probabilidade de desenvolver câncer de ovário em comparação com as que amamentaram por menos de sete meses. E as mulheres que amamentaram vários filhos por mais de 31 meses podem reduzir o risco de câncer de ovário em até 91%.

Há ainda uma menor propensão ao câncer de endométrio. As mulheres que amamentam têm risco 11% menor de desenvolver a doença, se comparadas às que nunca amamentaram. Ou seja, quanto maior a duração da amamentação, menor é a possibilidade de câncer de endométrio e ovário. Amamentar é vida!