Fim da picada?

O que já era previsto, dada a gravidade do coronavírus (Covid-19), principalmente com a sua variante Delta, é a aplicação da terceira dose da vacina. A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no entanto, essa campanha ainda não tem dada para começar.

O que se sabe até agora é que idosos e profissionais de saúde, como ocorreu da primeira dose, serão os primeiros a receber a terceira aplicação. Em outros países, a injeção deste novo reforço já começou. O objetivo é aumentar ainda mais a proteção contra a doença.

Isso significa que, quando se pensa que a pandemia está controlada, vem a Covid-19 e mostra que não é bem assim. Cidades do Alto Tietê, depois de todo o esforço para vacinar o máximo de pessoas, iniciativa que começou em janeiro, terão de realizar novos eventos para promover a imunização em terceira etapa.

Embora a quarentena não exista mais, com o fim das restrições de horário e público no Estado de São Paulo, essa informação da terceira aplicação, mais a preocupação com a variante Delta, pode forçar o poder público paulista e rever alguns conceitos. No mundo já existe um precedente que mostra que isso não é impossível. Por causa da Delta, países como Austrália e Nova Zelândia, depois de entenderem que haviam controlado a pandemia, voltaram a editar restrições de circulação de pessoas por causa da doença. O fato de países como estes estarem se preocupando é que a Delta é mais transmissível.

Ou seja, como se sabe, parte do planeta já começou a terceira aplicação por causa desta nova cepa, na região, a depender do Estado ou o Ministério da Saúde, a imunização também deverá ocorrer, e por mais desagradável que seja, é preciso tomar mais uma dose para garantir uma eficácia ainda melhor. Como são vacinas desenvolvidas de forma urgente, correções estão sendo feitas no meio do caminho, o que não deverá mais ocorrer quando houver um imunizante consolidado e a doença controlada, mas é melhor não botar uma data para isso, ou, como dizia o ex-jogador português, João Pinto, "o prognóstico, só depois do jogo".