Pós-Covid ganha força

Por mais de uma vez, neste mesmo espaço, o Grupo Mogi News tratou sobre a importância do planejamento antecipado que deve ser feito na área da Saúde em todo o país para o tratamento pós-Covid-19, já que não faltam casos de pacientes curados, mas que convivem com sequelas durante meses. Desde que o secretário municipal de Saúde de Mogi, Zeno Morrone, afastado há meses, assumiu o cargo, ele e o prefeito Caio Cunha (Pode) apresentaram a estratégia que seria adotada no município para o enfrentamento à pandemia do coronavírus.

Um dos pontos para a realização do serviço de acompanhamento pós-Covid é a Unica, em Jundiapeba, que fará a recuperação de pacientes que apresentaram sequelas após a contaminação. O Núcleo de Avaliação Física (NAF), no Mogilar, também faz um trabalho de recuperação, após a alta do paciente. Ainda não há tempo hábil e uma grande amostragem para determinar as consequências das sequelas, tampouco se são permanentes ou não em alguns casos. Muitos pacientes curados continuam a sentir cansaço, dor no peito, fraqueza muscular, entre outros persistentes sintomas. Isso, certamente, irá demandar mais da rede básica da Saúde e equipe de especialistas, fisioterapeutas, enfermeiros e médicos.

Em Mogi, as instalações dessas centrais funcionam em caráter temporário, até que seja concluído o Centro Integrado de Assistência à Saúde (Cias), ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na região do Rodeio.

Sobre o pré-tratamento, que inclui a prevenção (talvez a parte mais importante do tratamento quando o assunto é Covid-19), a Prefeitura de Mogi reativou o Disque-Covid, além da ampliar de cinco para seis as unidades de referência para o primeiro atendimento à doença, evitando a contaminação cruzada de outros usuários da rede municipal.

Mostrando preocupação com as consequências da doença, mesmo após a pandemia, algumas prefeituras começam a trilhar um caminho importante, no qual ainda há muito a se percorrer.