Atrasa tudo

Longe daqui, lá em Brasília, manifestações a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com participação do próprio, insuflaram a bolha do chefe do Executivo nacional em 7 de setembro. Em São Paulo, mais perto do Alto Tietê, também houve manifestações com a participação do presidente, e o tom era o mesmo: não obedecer mais as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o que significa desobedecer o STF como um todo. Isso configura crime de responsabilidade.

Apesar da distância e do cargo que ocupa, as palavras de um presidente da República respigam em todos os municípios e isso influencia na economia e em investimento estrangeiro. No frigir dos ovos, a economia pode ser recuperar se as pessoas acharem que irá melhorar, mas é impossível pensar dessa forma com essa inconstância que ocorre no centro do poder nacional.

Puxando para o Alto Tietê, que ainda sofre com os estragos feitos pela pandemia de coronavírus, as ações tomadas no feriado podem atrasar o avanço econômico regional. Os ecos do 7 de Setembro reverberaram em outros cantos do mundo, cantos estes importantes, que podem trazer dinheiro. Estamos em uma localização privilegiada, no Estado mais rico do país e ao lado da maior metrópole do Hemisfério Sul, mas se investidores virem essa bagunça que ocorre no cenário político, um possível investimento internacional pode não chegar no Alto Tietê e falta de confiança traz instabilidade.

Esse momento turbulento precisa passar logo, com menos estragos possíveis, e torcer para que entre alguém que possa apaziguar os ânimos, do que jeito que está a situação, atrasa tudo para todos e para a região não é diferente.

Para o Alto Tietê voltar a se desenvolver é preciso construir um cenário propício para isso, parte dele já existe, com sua localização, mas dependemos também da parte política, por isso é necessário a calmaria, para que bons ventos nos ajudem a sair dessa estagnação e as cidades, como um todo, possam criar emprego e, consequentemente, a melhoria de todos os setores.