Promessa de mais segurança

São muitas as promessas feitas pela atual gestão do governo do Estado de São Paulo que não se cumprem. Diante da pandemia, há quem defenda a postura do grupo comandado por João Doria (PSDB), mas, de fato, os moradores das cidades do Alto Tietê não têm muito a comemorar, pelo contrário, há muito o que cobrar.

No setor da Segurança, o governo paulista prometeu instalação de dezenas de Delegacias de Defesa da Mulher no Estado, com funcionamento 24 horas, o que foi vetado após a vitória nas eleições. Então, por que prometeu? Além disso, há falta de profissionais nas delegacias para atender ocorrências. São incontáveis as vezes em que a vítima recorre à DDM e não consegue registrar o Boletim de Ocorrência por falta de delegado. Para a entrevistada de ontem, Marly Barbosa Siqueira, militante do Coletivo Mogiano de Mulheres e Gênero Impacto Feminista e membro do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Commulher), em matéria publicada pelo Grupo Mogi News, falta vontade política para que o novo equipamento se torne realidade no município. Em meio a tantas promessas não cumpridas, Arujá e Itaquá ganharam uma DDM neste ano. Já Ferraz de Vasconcelos segue com as tratativas com o governo do Estado para a viabilização de uma unidade.

Apenas no primeiro semestre do ano, Mogi das Cruzes contava com aproximadamente 800 vítimas de violência contra a mulher com medidas protetivas. Em Itaquaquecetuba, mais de cem medidas protetivas no mesmo período. Em Poá, nos dois primeiros meses deste ano, foram registrados 347 casos de violência contra a mulher.

Neste ano, Mogi das Cruzes inaugurou a Central de Polícia Judiciária na avenida Fernando Costa, no centro, com o objetivo de devolver o policial militar às ruas o mais rápido possível para tentar diminuir os índices criminais. Por enquanto, a falta da divulgação de dados dificulta uma análise mais precisa sobre a efetividade do serviço, embora, no papel, é possível observar que trata-se de uma medida que tem tudo para ser satisfatória.