Internacional

Cedric Darwin
Cedric Darwin - FOTO: divulgação

O Brasil tem seu ministro da Saúde contaminado pela Covid-19 em Nova Iorque. Nada mais emblemático. Com uma comitiva que se nega a usar máscaras e a tomar vacinas, o governo federal foi muito bem retratado nos EUA. A valentia e o papelão ao hostilizar manifestantes se converteram no isolamento e quarentena forçada do ministro em razão da contaminação, que parece ter sido buscada pela absoluta falta de cautela.

Mesmo no final do ciclo da pandemia, com o aumento da imunização, a redução da média de vítimas fatais e de contaminados, o governo federal, em especial o presidente da República insiste contra as medidas de saúde preventivas, como o distanciamento social, uso de máscaras e a vacinação.

Um discurso para seus apoiadores mais radicais, político, que visa engajamento e que não faz sentido. Sempre criticou a China e no dia 9 a elogiou no encontro dos Brics. Parece que agora, além da soja e do minério de ferro, a vergonha passou a ser a mais nova commodity brasileira a ser exportada. Temos inimigos reais e os governos federal, estaduais e municipais têm problemas reais.

Arrefecendo a crise sanitária com o avanço da vacinação e manutenção do uso de máscaras em locais fechados e próximo de outras pessoas, precisamos combater a inflação, que não dá trégua e o desemprego que não deixa a casa dos 14 milhões de brasileiros. Precisamos retomar a economia, reabrir todos os serviços públicos, ainda funcionando parcialmente, retomar os serviços bancários em seu horário regular e avançar. Ainda não podemos aglomerar, deixar as máscaras e muito menos a vacina, isso ainda será parte de nossa rotina por mais alguns meses.

Continuamos esperando por mudanças estruturais no sistema tributário e administrativo, algo que simplifique a vida das pessoas. Ou mudamos ou mudamos, continuar como está só irá piorar o quadro delicado em que já vivemos. Cada um de nós deve entregar o seu melhor e principalmente no dia das eleições. Caso contrário continuaremos a ser uma piada internacional, o que para nós continuará a ser um drama.

Cedric Darwin é mestre em Direito e advogado