O sucesso do mal

Mauro Jordão
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O filme Coringa se tornou a maior bilheteria de todos os tempos, mais de US$ 1 bilhão, mesmo sendo voltada, apenas, para maiores de 18 anos. Este poder de atração pela trama, reforçada pela magnífica interpretação do supervilão pelo ator Joaquin Phoenix, confirma a tese bíblica, enunciada pelo próprio Jesus, que disse ser a luz do mundo e que foi enviado ao mundo, num diálogo com Nicodemos, mestre da lei, não para que julgasse o mundo, mas que o mundo fosse salvo por ele.

E no final arrematou: "A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más" João 3: 19. Às vezes, rotulamos uma pessoa como má, achamos que nunca vamos praticar o que ela pratica, mas há na maioria alguma satisfação interior em assistir na tela violências e maldades. Em entrevista, Joaquin Phoenix revela seu lado positivo, saindo da pele do personagem que encarna, faz críticas aos atuais debates, não muito saudáveis, onde os debatedores querem falar ao mesmo tempo aumentando os decibéis da voz; dá audiência, mas pouca compreensão.

Há questões difíceis que não podem ser resolvidas no grito. O mundo não quer ouvir, quer falar. Devido essa superficialidade das ideias fica fácil banalizar o mal: para crianças, as bruxarias em série de Harry Potter; para adolescentes, a Saga Crepúsculo, histórias de amor com vampiros que preferem beijar e sugar o pescoço; para adultos, o livro sadista-masoquista 50 Tons de Cinza. Assim, estamos destruindo os valores cristãos herdados do passado que fazem do bem, e não do mal, a nossa conduta.

Pelo mal que contém, e pelo que se acrescenta, há milhões de celulares na mão de milhões de adultos e adolescentes programados com um caudal de imoralidades e perversões malignas que estão contaminando suas mentes com esse lixo do mal que agrada a Satanás, mas desagrada, e muito, a Deus. Jesus afirma: "... porque a boca fala do que está cheio o coração" Mateus 12: 34. A limpeza da mente começa pela faxina do coração.

Mauro Jordão é médico