Alívio para o bolso?

O fim do inverno e o começo da primavera, ocorrido no dia 22, que tem como um dos indicativos o equinócio, que é quando o dia e a noite têm os mesmos períodos de duração, pode, além de trazer uma estação mais florida, como carrega toda a tradição desta época do ano, um alívio para o bolso de quem mora no Alto Tietê.

Ainda é cedo, estamos só no começo da nova estação, mas deixar o inverno para trás, é também deixar os dias mais secos no passado, bom, pelo menos neste ano. Com a volta das chuvas, mesmo que de forma gradual, sim porque a maior parte delas começa a cair a partir de meados de novembro, os reservatórios que alimentam as hidrelétricas devem voltar a funcionar e as restrições quanto ao uso da eletricidade devem baixar, assim como preço da conta de luz. Com a estiagem, a quantidade de chuvas cai e o governo brasileiro precisa termoelétricas, que produzem energia mais cara e, consequentemente, a conta de luz sobe.

Outro alento que a população das dez cidades deve ter também está relacionado com a chuva, mas não impacta diretamente o bolso, como ocorre com a eletricidade. Os reservatórios que abastecem a região, o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) marcavam, até sexta-feira, 41,1% de sua capacidade total, o que, embora não ameace o abastecimento, deixa o bloco regional em alerta com o baixo nível.

O retorno de um período mais chuvoso vai aumentar o percentual de volume e, até o fim do verão, em março de 2022, o sistema deverá trazer um conforto maior à população.

Claro que tudo isso só deve ocorrer se as chuvas vierem, se ocorrer um outro final de ano seco, como ocorreu em 2014/2015 a situação poderá ficar mais complicada do que já está e um possível racionamento de água e energia afetará a todos. Mas enquanto esse período não chega, o lema da vez é economizar, tanto água quanto energia e esperar que o período de chuvas venha, de fato, e melhore a situação para aliviar um pouco o lado população do Alto Tietê, que há muito já está cansada