Pancadão e desrespeito

Olavo Câmara
Olavo Câmara - FOTO: divulgação

Todas as pessoas têm livre arbítrio, ou seja, podem fazer o que quiserem desde que respeitem as leis, os costumes e a moral. Mas, há uma frase popular que diz: "há gosto até para o mau gosto". Um dos problemas que se está assistindo são os veículos particulares que transitam com músicas e sons em altíssimo nível, trazendo irritações e até problemas aos ouvidos.

Pancadão tira o sossego da população, pois em horários após as 22 horas, e de madrugada, tira a paz das famílias. Quer ser respeitado respeite. Pancadão ameaça a tranquilidade dos trabalhadores, principalmente aqueles que precisam descansar repousar para no dia seguinte levantar as 4 ou 5 horas, se preparando para o trabalho que visa buscar o sustento da família.

Em vários bairros da cidade e no centro, jovens e até pessoas com mais idades desrespeitam a lei do silêncio, circulando ou estacionando os seus veículos em frente das residências, com sons altíssimos, acordando bebês, crianças e toda a família. Estas irresponsabilidades estão trazendo problemas aos lares, impedindo de repousar para, no dia seguinte, reiniciar a vida doméstica e os trabalhos.

Em discurso na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, o Vereador Mauro Yokoyama (mais conhecido como Mauro do Salão), abordou o assunto e, por isso, deve ser parabenizado. Destacou que "providencias precisam ser tomadas imediatamente pelas autoridades locais, quer seja o prefeito, guarda municipal, policia militar e também pelos cidadãos que estão sendo prejudicados". A legislação municipal proíbe emissão de sons por veículos em trânsito ou estacionados acima dos limites permitidos. Há soluções, mas tudo depende de fiscalização e punições para os que desrespeitam os horários.

Caros jovens, adolescentes, adultos e outros colaborem com a paz e a tranquilidade das famílias nos horários noturnos. Que as autoridades tomem as providencias imediatamente. No momento em que os desrespeitosos forem punidos a situação começará a melhorar e haverá conforto para as famílias. Cidadãos que não respeitam os semelhantes não poderão evoluir.

Olavo Arruda Câmara é advogado, professor, mestre e doutor em Direito e Política