Escalda dos preços

Um fenômeno vem deixando a vida do brasileiro, e consequentemente dos moradores do Alto Tietê, mais complicada. Desde março 2020, a inflação não para de subir, durante este período, o indicador acumulou 10%, e, com isso, o poder de compra dos moradores fica mais baixo, uma vez que a inflação corrói parte do salários, contudo, não é nada comparado ao que o Brasil viveu até 1994, antes da chegada do real, quando a inflação chegava à casa dos 1.000% ao ano.

Mas isso não quer dizer que não devamos nos preocupar. Muitos falam, principalmente os negacionistas da Covid-19, que essa história de "primeiro a vida, depois a gente vê a economia" levou o pais a esta situação é furada, mesmo porque o consumo está baixo, a economia segue estagnada, mas ainda assim os preços continuam subindo. Há locais em que o botijão de gás já ultrapassa os R$ 100, e o litro da gasolina está próximos dos R$ 6, isso se já não chegou.

O dólar é um dos responsáveis por estes aumentos, já que o preço dos combustíveis seguem a moeda americana, o problema e o dólar está em um patamar de R$ 5,30, e parte desse aumento e instabilidade por aqui se deve a nossa política nacional, cheia de incertezas, o que afugenta investidores que talvez gostariam de injetar dinheiro no Brasil, e isso enfraquece nossa moeda. O tempo seco também colaborou; sem chuvas, ficou mais caro produzir energia elétrica e os alimentos também ficaram mais caros, um vez que nem tudo vinga na colheita com a falta de chuvas.

Com a chegada da primavera e do verão nos próximos semestres, a chuva deve voltar e estabilizar o preço dos alimentos e na conta de luz e, com isso a inflação deve desacelerar, mas o problema continua sendo os combustíveis, que seguem o dólar, e dólar se comporta de acordo com as decisões tomadas no país, além da confiança que investidores tenham no Brasil.

Seguimos nessa toada, com o dinheiro comprando cada vez menos, sem que o salário do trabalhador tenha aumento acima da inflação, e o resultado é o empobrecimento da população.