Evolução

Cenário que já se tornou comum em todo o Estado de São Paulo, inclusive no Alto Tietê, o uso obrigatório das máscaras faciais para proteção contra a Covid-19 pode estar com os dias contados, isso porque, o governo paulista estuda flexibilizar a utilização, é claro que em ambientes fechados seu uso continuaria a ser obrigatório, mas ao ar livre, essa medida pode perder seu caráter obrigatório.

Se isso ocorrer, cenas como os famosos "pés de máscaras", que são as árvores de rua em que os moradores da região, especialmente os estudantes, penduram nos galhos quando não querem mais usar. Por outro lado, embora ainda esteja no plano das ideias, desobrigar o uso desse material, que até agora se mostrou barato e seguro contra o coronavírus, não é, ainda, recomendado pelos especialistas, que citam como exemplo o que ocorreu em Nova Iorque, quando o uso perdeu o caráter o obrigatório, mas depois o poder público local precisou rever a situação e voltou da decisão.

Situações que ocorrem lá fora, principalmente neste contexto da pandemia, servem para nos alertar e servir de lição para que não cometamos os mesmos erros, e este é um bom exemplo. Ocorre é que temos duas vertentes a serem consideradas e a primeira dela é política: eleições estão se aproximando e quanto mais medidas populares forem tomadas melhor, eleva o conceito dos governantes perante seu eleitorado; do outro lado está a ciência, que ainda não tem dados suficientes para recomendar a não obrigatoriedade das máscaras, então, na falta de dados, é melhor deixar como está.

Para a maioria de nós, que não está nem na política e nem na ciência, o interessante seria criar o hábito de usar máscaras sem a necessidade de uma regra para isso. Claro que não precisa ser nada paranoico, a ideia não é essa, mas para além do coronavírus existem outras doenças contagiosas e a poluição. Conseguir proteger nosso organismo e das pessoas que nos cercam, usando um objeto tão simples, sem precisar de uma lei para isso, poderia ser nosso próximo estágio de evolução.