Reformas, STF e politicagem

Olavo Câmara
Olavo Câmara - FOTO: divulgação

Instituições, parem com tantos escândalos! Sociedade e lideres estimulem as reformas necessárias nos três poderes, principalmente no Supremo Tribunal Federal (STF). Na Alemanha, um juiz da corte principal, permanece por um curto mandato e depois retorna para dar aulas de direito para se reciclar.

Em muitos países, um juiz ou integrantes de cortes superiores são proibidos de dar entrevistas ou fazer comentários de processos que estão tramitando. É somente no Brasil que ministros dos tribunais superiores e do STF fazem comentários de processos e dão entrevistas. Estes senhores deveriam permanecer em silêncio.

Outro detalhe que prejudica a seriedade é a indicação de um cidadão do Direito pelo presidente da República, que é em seguida sabatinado pelo Senado Federal e após, se aprovado pelo Senado é indicado pelo presidente para integrar o STF. Ora, os integrantes do STF deveriam ser juízes de carreira.

Os juízes de carreira são concursados e iniciam o trabalho em primeira instância, ou nos fóruns das comarcas. Com o passar dos anos, vão sendo promovidos de uma comarca do interior para outras maiores até chegarem aos tribunais estaduais. Mas para o STF a situação é política, pois envolvem o Senado e a Presidência da República, fazendo surgir deste procedimento (embora constitucional), os favores para os outros poderes e para autoridades.

Em outros países também há erros e malandragens, mas o nosso é pior. É triste o Brasil a todo instante ver a nação envolvida em escândalos de toda ordem e a violência aumentando a todo instante. As reformas em todos os setores e camadas sociais são de extrema necessidade. O Brasil não experimentou o sofrimento de guerra civil ou exterior. Os povos que sofreram com guerras se civilizaram e se tornaram educados, por isso, são colocados no "status" de primeiro mundo. Brasileiro valorize a sua pátria e ame esta terra mais do que o amor que tem em si mesmo. Seja cidadão do bem.


Olavo Arruda Câmara é advogado, professor, mestre e doutor em Direito e Política