Cicuta aos corruptos

Olavo Câmara
Olavo Câmara - FOTO: divulgação

Os antigos gregos costumavam, após o julgamento e dependendo do crime, obrigar os condenados a tomar cicuta (veneno). Acaso não está na hora de seguir o modelo da antiga Grécia?

Os corruptos que se julgam honestos devem imitar São João Batista. Em 24 de junho se comemora o dia de São João. Este Santo batizou Jesus e foi profundamente injustiçado. O rei Herodes Antipas mandou prender João Batista por ele o ter admoestado por se divorciar de sua esposa Fasélia e tomar como amante Herodias, a esposa de seu irmão.

No dia do seu aniversário, a filha de Herodias, chamada Salomé, dançou perante o rei e a sua dança o agradou. Estava embriagado e prometeu a ela qualquer coisa que desejasse. A filha então pergunta a mãe: "o que devo pedir?" Herodias disse peça a cabeça de João Batista numa bandeja.

O rei não queria decepar a cabeça de João Batista, mas não podia voltar atrás. Pediu a João Batista que se retratasse e pedisse desculpas. Foi então que João Batista disse a célebre frase: "raça de víboras, façam de mim o que quiserem!" Cortaram a cabeça de João Batista. Ora, há corruptos presos, alguns já condenados, além de outros que injustamente foram soltos e absolvidos. Estes corruptos reclamam e se dizem inocentes. Estes bandidos que se dizem inocentes devem ter a coragem do grandioso João Batista e se apresentarem ao Juiz e dizer: "meritíssimo, sou inocente, embora os processos e as provas juntadas me acusam, assim faça de mim o que quiseres e mande decepar a minha cabeça ou me dê um gole de cicuta". Aquele corrupto que se julga inocente deve dizer: "façam de mim o que quiserem, cortem a minha cabeça!" A partir daí, a limpeza da nação terá início.

Os corruptos terão a coragem de São João Batista ou cumprirão um terço das penas para, posteriormente, se amoitarem a iniciar os gastos das fortunas que tomaram dos cofres da nação. Estas quadrilhas se apresentam como corajosas, mas no fundo estão tremendo. Corruptos devolvam os valores de roubos, furtos e fraudes para a nação antes de deixarem este mundo.


Olavo Arruda Câmara é advogado, professor, mestre e doutor em Direito e Política