Esperança

Cedric Darwin
Cedric Darwin - FOTO: divulgação

Enquanto em 2018 a esperança e desejo do eleitorado brasileiro era o fim da corrupção escancarada pela operação Lava Jato, hoje o que mais aflige o Brasil e os brasileiros são a inflação, o enfraquecimento da moeda e perda do poder de consumo, desemprego e recessão. A irresponsabilidade fiscal, a absoluta ausência de reformas administrativa, tributária e política, a não privatização e a ingerência nos levaram a um ambiente onde tudo se tornou muito caro, não há emprego ou renda e há forte pressão inflacionária corroendo a capacidade de consumo.

A instabilidade política eleva o custo Brasil, não gozamos de uma boa imagem internacional em razão do desmatamento para produção agrícola e criação de gado. Pouco ou nada vemos a título de política externa, sem grandes acordos que beneficiem o Brasil. A Petrobras, que nos governos Lula e Dilma era fonte de desvios e rombos bilionários, agora se tornou uma empresa que oprime seus próprios donos, o povo brasileiro.

Procura-se um presidente que redirecione o Brasil à estabilidade econômica, algo basilar e que o atual não consegue, à geração de emprego e renda. Já assistimos à reforma trabalhista em 2017 e nenhum emprego foi gerado, continuamos há quatro anos seguidos registrando altos índices de desemprego. Também assistimos à reforma da Previdência, menos benefícios sociais sem qualquer melhora no ambiente de negócios ou na economia. Agora foi aprovada a PEC dos precatórios, um verdadeiro calote do governo federal aos seus credores, cerca de R$ 90 bilhões que deixarão de ingressar na economia pelo não pagamento de dívidas do governo com particulares que esperam décadas para receber.

O discurso dos candidatos à presidente da República será o da recuperação econômica, emprego e controle da inflação. Esperamos para o futuro o que já havíamos conquistado no passado e foi destruído no presente. Só há uma certeza, não dá para eleger um aventureiro para o maior cargo executivo do país, pois ele vive uma grande aventura e nós sofremos as danosas consequências. Não podemos errar novamente, elegendo aventureiro, fazendo voto útil, votando com emoção e não com a razão.