Saúde Funcional

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luiz - FOTO: divulgação

É comum saber que o fisioterapeuta é um profissional que cuida das pessoas com deficiência; e também é muito comum a dificuldade ao acesso a esse profissional na saúde pública. E quando os familiares conseguem ter esse profissional atendendo um ente querido, acontecem inúmeras dificuldades, desde a acessibilidade de chegar à clínica, onde esse profissional trabalha, dificuldade de ter meios acessíveis espalhados pela cidade, como por exemplo, transporte, vias públicas, equipamentos adaptados, acesso a órteses, educação da sociedade sem saber interagir com esse público.

Ao paciente com deficiência que está em acompanhamento com o fisioterapeuta, surgem novas dificuldades aos cuidadores, que devem ser transmissores das informações a outros familiares, pessoas que circundam esse paciente e ao próprio paciente principalmente porque terá lições diárias para serem executadas.

Pensando nisso, como fisioterapeutas, começamos a questionar como poderíamos tornar a vida dos nossos pacientes realmente mais feliz, participativa e independente. Quando nos fazemos perguntas, começamos a buscar as respostas.

A pessoa com deficiência, mais do que ninguém, é quem sabe das suas reais necessidades e planos. Existem os protagonistas e os coadjuvantes nessa batalha pela recuperação funcional e independência de vida diária e os fisioterapeutas devem envolver os familiares nesse processo de coadjuvantes e deixar cada vez mais o paciente com deficiência ser o protagonista.

As famílias são diferentes e únicas e devemos respeitar sua individualidade. A funcionalidade do paciente depende de uma rede de apoio familiar e comunitária, então devemos levar em consideração os problemas pessoais que ele e cada membro da família estejam passando.

Devemos também enfatizar que os profissionais têm a responsabilidade de respeitar as decisões do paciente. Quando respeitamos toda a trajetória e decisão dos nossos pacientes é o ponto em que podemos realmente fazer a diferença para ele.