Artigo

Arte como salvação

Raul Rodrigues
15/12/2021 às 05:30
Atualizada em 15/12/2021 às 05:30.
Daniel Carvalho

Daniel Carvalho

A tecnologia elaborada com a melhor e mais evidente das boas intenções de facilitar a vida do homem, tornou-se uma espécie de altar ao qual o homem não hesita em se curvar. Uma espécie de prisão, se constatarmos o que acontece com todos e esse malfadado celular. Uma verdadeira prisão a ponto de colocar o homem num estado de alienação.

Lá onde domina essa prisão, ou seja, lá onde o homem e sua essência correm o risco de não ser mais que um elemento de fundo de todo esse valor material, há um perigo, e até mesmo supremo perigo: porque o homem passa a não encontrar nenhum lugar para seu Ser, a não ser sob a subserviência da técnica. Mas como disseram sábios: lá onde há perigo, lá cresce também o que salva. Se a prisão, que é a essência da técnica é o perigo supremo, talvez se possa, retornando a essa essência, encontrar a salvação. Esta essência é a revelação ou desvelamento, e que a detenção se produz como destino da revelação.

Como restaurar o homem dentro da dignidade de seu Ser? A essência da técnica é ambígua. De uma parte essa prisão fecha toda via para a produção do desvelamento. De outra parte, tem por origem o que é difícil, "que dá e satisfaz", esse lugar ao qual o homem pertence igualmente da forma a mais íntima possível.

Anteriormente, a técnica não era mais que uma referência chamada techné. Ela designava também a poiesis das Belas Artes, a produção do verdadeiro pela via do belo. A arte não procurava o prazer estético, mas o desvelamento.

A arte está relacionada com a essência da técnica e é fundamentalmente diferente dela; quanto mais se questiona a essência da tecnologia, mais a essência da arte se torna misteriosa.

Seríamos então tentados a seguir a filosofar se não se constatasse um fenômeno quase que inverso: a arte contemporânea parece cada vez mais instrumentalizada, interpretada pelo viés de um sentido mais amplo (as ferramentas, instrumentos e técnicas, mas também as necessidades, desejos, organizações e instituições a ela vinculados) tudo parece sempre se afastar cada vez mais da inspiração original.

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