Artigo

Economia brasileira

Afonso Pola
21/12/2021 às 05:30
Atualizada em 21/12/2021 às 05:30.
Daniel Carvalho/Mogi News

Daniel Carvalho/Mogi News

O Brasil vive uma crise econômica de graves proporções que nos acompanha desde 2014. Ela trouxe consigo as persistentes crises política e institucional.

É claro que a pandemia também foi um complicador a mais. Quando o povo está sofrendo com as drásticas consequências de uma crise assim, é claro que esperamos dos governantes medidas efetivas que busquem reverter ou amenizar esse quadro.

No entanto, ainda dialogando prioritariamente com a parte de seu eleitorado mais fanático, o governo tem atuado sobrepondo as pautas de costumes aos grandes desafios econômicos. Pior, o presidente e o seu postinho Ipiranga (acho que hoje é no máximo uma bomba de combustível) teimam em afirmar que a economia está decolando, a despeito do que tem mostrado os indicadores. O governo vendeu a ideia de que a Reforma da Previdência seria a solução de todos os problemas econômicos, e que a Reforma Trabalhista, reduzindo direitos, traria milhões de empregos. Avaliações equivocadas.

Enquanto isso, as previsões sobre o crescimento estão sendo revisadas sempre para baixo. Para 2022, o mercado trabalha com a expectativa de um crescimento do PIB de apenas 0,5%. Já a inflação fechará 2021 acima dos 10%. E isso mesmo considerando que a taxa de juros já está em 9,25% o que faz as pessoas consumirem menos. Menos osso, menos pé de galinha, menos carcaça de peixe etc.

O funcionamento da economia é complexo, mas seu entendimento é simples. Para que ocorra o crescimento que possibilita o desenvolvimento do país é preciso a combinação de três fatores: consumo, poupança e investimento. A poupança garante o investimento. O investimento garante o aumento da produção. O aumento da produção atende a demanda de quem quer consumir sem que os preços aumentem. E isso precisa acontecer de forma equilibrada, já dizia John Maynard Keynes, importante economista britânico.

Por mais que os controladores do capital tenham a pretensão de serem donos da economia, o que sustenta o capitalismo é o consumo e consumo depende do salário e não do lucro.

Afonso Pola é sociólogo e professor.

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