Saúde Funcional

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luiz - FOTO: divulgação

A luta pela saúde desta vez alerta para os riscos causados pelo consumo do narguilé e do cigarro eletrônico. Tratados como menos nocivos, eles podem desencadear danos semelhantes aos do cigarro, ou até mais graves. Uma sessão de narguilé expõe o fumante à inalação de fumaça por um período maior do que quando ele fuma um cigarro. Segundo o Ministério da Saúde, a faixa etária dos consumidores desse produto são jovens de 13 a 35 anos.

Por compor um filtro de água e utilização de aromatizantes, o narguilé pode parecer menos nocivo se comparado a outros produtos com tabaco. Ao contrário dos cigarros convencionais, que queimam tabaco para gerar fumo, os cigarros eletrônicos vaporizam um líquido, que alguns chamam de e-líquido, e-suco ou e-juice. São também chamados de cigarro vape, e-cigarro, e-cig ou e-cigarette.

O cigarro eletrônico é constituído por um atomizador o qual aquece o líquido e gera o vapor, um reservatório (que contém o líquido), uma bateria, um interruptor e um sensor que detecta a sucção. Permite simular o ato de fumar um cigarro convencional, mas ao contrário deste, no qual a folha do tabaco é queimada, no cigarro eletrônico, uma solução líquida é vaporizada para ser inalada, acontece que a maior parte dos líquidos à venda são compostos por nicotina. A utilização do narguilé e de cigarros eletrônicos, em longo prazo, causam câncer de pulmão, boca e bexiga, estreitamento das artérias e doenças respiratórias. Além disso, o compartilhamento pode expor o fumante ao vírus do herpes, da hepatite C, tuberculose, Covid-19 e outras doenças contagiosas.

É preciso urgentemente conscientizar os jovens e adultos, de ambos os sexos, fumantes ou não, que interrompa o uso desses produtos ou anule essa experimentação. É necessário evitar a iniciação ao tabagismo, que acontece principalmente na adolescência, gerando grandes impactos na saúde de cada indivíduo e na saúde pública.