Editorial

Haja bolso

25/01/2022 às 05:30
Atualizada em 25/01/2022 às 05:30.

O aumento do desemprego, de uma forma geral, durante todo o ano passado, fez crescer a quantidade de consumidores de Mogi das Cruzes que estão com o nome no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Os números revelados ontem pela Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) destacaram que, em 2020, 14.403 pessoas estavam com o cadastro no SCPC, enquanto que no ano passado esse número aumentou 5,9% e chegou a 15.256. Somados, esses devedores acumulam um débito da ordem de R$ 14,6 milhões. A própria ACMC credita essa situação à pandemia de coronavírus, que acabou por afetar diversos segmentos da economia.

Os números, para além de Mogi, podem ser mais assustadores. Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), de agosto passado, revelou que 71,4% dos consumidores brasileiros carregam algum tipo de dívida. Esse dado, é bom pensar, é poderoso. Parece que ainda estamos distantes do fim da pandemia, embora ela pareça estar sob controle, todavia ficam suas sequelas econômicas, que deve levar tempo para que todos os segmentos voltem a trabalhar com 100% de sua capacidade, ou algo perto disso.

Esse cenário pode indicar que muito desse endividamento, visto em Mogi e em todo o Brasil, pode teimar em não ceder tão já, uma vez que toda economia funciona como uma cadeia. Uma recuperação agora teria musculatura para se sustentar, posto que os efeitos da pandemia, que também afetou o mercado informal, tendem a colocar um freio na tentativa de crescimento e melhora da situação.

Este promete ser mais um ano difícil, mas tomara que seja o último da pandemia. Parte dos cientistas em todo o mundo acredita que a ômicron, variante do momento da Covid-19, possa ser a derradeira. Com sorte podemos ter um novo ocupante no Palácio do Planalto que também olhe para o lado econômico, e não delegue tudo ao ministro, que depois acaba perdendo força dentro deste próprio governo. Será que é pedir demais?

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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