Editorial

Chuvas e moradias

03/02/2022 às 05:30
Atualizada em 03/02/2022 às 05:30.

As chuvas dos últimos dias deixaram vítimas por várias cidades da Grande São Paulo e interior do Estado, no total são 24 mortos. Entre os municípios que registraram falecimentos em razão dos temporais, Arujá, onde um morador, que estava em um carro, caiu em uma rede coletora de água da chuva e morreu afogado. O Estado prometeu repassar R$ 1 milhão à Prefeitura arujaense para apoiar o combate às enchentes na cidade.

O crescimento desordenado, a impermeabilização do solo são alguns dos fatores que fazem que, quando há uma chuva de grandes proporções, a vida das pessoas se transforme em um caos. No Alto Tietê, a fatalidade ocorreu em Arujá, mas este tipo de evento pode acontecer em qualquer lugar.

Outras vítimas fatais não foram registradas na região, o que é bom, porém, várias famílias tiveram que deixar as casas por causa de risco de deslizamento de terra, e outros problemas que podem ser causados pela força da água.

Isso nos leva a um grande problema, que vem de décadas atrás, que é a falta de política habitacional para uma metrópole do tamanho de São Paulo. Quando as regiões mais ricas e bem estruturadas ficam ocupadas por moradores que podem pagar, as demais regiões, as periféricas, começam a ser povoadas. É claro que no começo do século passado, as cidades limítrofes à capital não tinham estrutura, mas hoje elas têm, entretanto ainda há áreas que não podem receber pessoas, mas elas continuam lá, morando naquele espaço, que geralmente é uma Área de Proteção Ambiental (APA).

Há dois problemas aí: a degradação do solo e o risco dessas famílias. A chuva é de grande valia, e disso não restam dúvidas, mas ela pode causar problemas também, e um dos piores é ter uma casa que pode ser levada pela água. Já passou da hora de isso mudar, mas, até lá, famílias inteiras continuaram a perder a precária moradia que têm para a chuva. É urgente que isso seja revisto pelo governo federal, e demais esferas, para que essa população possa se preocupar com outras coisas, menos com a destruição da própria casa, que pode custar vidas, inclusive.

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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