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Covil

Cedric Darwin
17/02/2022 às 05:30
Atualizada em 17/02/2022 às 05:30.
divulgação

Cedric Darwin - FOTO: divulgação

O Mercado Municipal de São Paulo é uma belíssima amostra da arquitetura na capital paulista. Ponto turístico não de paulistanos e brasileiros, mas do mundo. Tive a oportunidade de visita-lo uma única vez e a impressão que tive foi a pior possível.

Embora as linhas arquitetônicas sejam imponentes e lindas, o prédio é como um túmulo. Bonito por fora, podre por dentro, um sepulcro caiado. E essa podridão não é física, mas moral. Sem generalizar, pois, muita gente honesta trabalha no mercadão, o que se vê nas ruas ao redor é muita sujeira, estacionamento público privatizado por flanelinhas, mau cheiro e muito lixo.

Entrando pelas majestosas portas do mercado logo você é ostensivamente abordado por vendedores de frutas que, incisivamente, oferecem pedaços para prova e se você cair nessa isca é difícil sair ileso. A abordagem é grosseira não respeitam mulheres, mesmo acompanhadas e se você experimentar uma amostra é coagido a adquirir a fruta.

Muita gente se sente coagida e acaba comprando depois se sente assaltada, mas já é tarde. O Mercado Municipal não é um caso de Procon, é de polícia. Não divulgar os preços com clareza, não pesar os produtos à vista do consumidor, cobrar além do que é devido, não emitir nota e intimidar consumidores é caso de polícia.

Ou se põe ordem no Mercadão ou para lá só irão os incautos que depois engrossarão suas experiências negativas em uma página do Instagram, no golpe da fruta.

É inadmissível que o consumidor seja lesado a olhos vistos e ninguém adote nenhuma providência. Trata-se de um mercado municipal e a municipalidade de São Paulo deve garantir a higiene, a segurança e o respeito às normas de defesa do consumidor.

Hoje, infelizmente, é um lugar que não vale a viagem, precisa de revitalização do entorno e seu interior. Para comer um sanduíche de mortadela na chapa, você não precisa ir até o mercadão de São Paulo. Guardadas as devidas proporções, Mogi das Cruzes tem um mercado municipal muito mais tranquilo, com relativa variedade de produtos. Que o município de São Paulo a maior e mais rica metrópole da América Latina limpe o Mercadão

Cedric Darwin é mestre em Direito e advogado

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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