Editorial

Espaço Acolher

18/02/2022 às 05:30
Atualizada em 18/02/2022 às 05:30.

É fato mais do que consumado que onde há uma grande quantidade de público, pode haver também um crime em andamento. Talvez a maioria dessas infrações sejam furtos, que é o ato do sujeito subtrair um pertence sem que a vitima perceba ou seja diretamente abordada. Caso haja a abordagem, deixa de ser furto para ser roubo, outro tipo de crime que também ocorre onde existe concentração de pessoas.

Entretanto, para além destas duas infrações, há também os crimes sexuais, com ou sem abordagem às vítimas. Diferente dos crimes de roubo e furto, que o objetivo do bandido é pegar um objeto da vítima, o crime sexual faz com que o criminoso se aproveite da pessoa para satisfazer seus desejos sexuais, sejam eles doentios ou não.

Podemos encontrar um pouco de influência nesta prática criminal no passado, quando a mulher era objetificada, e era considerado normal, e por muitas vezes encorajado, que os homens se aproveitassem dessa condição. Passado muitos anos, quando essa condição deixou de ser vista como normal, começaram a surgir denúncias de importunação sexual por parte das vítimas.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tem entendimento de quantas pessoas circulam pelas estações e trens do sistema. Somente no ano passado, foram transportados 109 milhões de passageiros na Linha 11-Coral, uma das mais utilizadas, e 52 milhões de pessoas utilizaram a Linha 12-Safira.

São números impressionantes, e dentro deste mais de 100 milhões de pessoas, há sempre alguém que vai tentar levar vantagem. Isso ocorreu seis vezes no que diz respeito ao registro de importunação sexual, todos os casos na linha 11 e foram encaminhados à Polícia Civil, inclusive com a presença do agressor.

Crimes assim sempre vão ocorrer, infelizmente, porém a polícia não pode estar em todo lugar, seria impossível, por isso ações como o Espaço Acolher da CPTM devem ser ampliadas, não só no sistema de trilhos, mas onde houver grande concentração de pessoas e a polícia não puder chegar imediatamente para apurar o caso.

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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