Editorial

Temos futuro?

22/02/2022 às 05:30
Atualizada em 22/02/2022 às 05:30.

Há poucos momentos da história da humanidade em que um grupo de solidariza com outro. Via de regra, quanto tem um ataque de uma nação contra a outra, há sempre quem vai comemorar a derrota de um povo e, porque não dizer, vai celebrar o fato de que outras pessoas morreram.

Isso é fato: sempre haverá um lado vitorioso e sempre haverá um lado perdedor, e sempre haverá quem celebre e quem lamente tudo isso. Nos esportes, guardadas as devidas proporções, ocorre o mesmo, a diferença é que não há mortos, e sim adversários que saem derrotados ou ganhadores.

Mas deixando a comparação esportiva de lado, que aqui foi utilizada apenas para contextualizar uma situação, há um momento na vida das pessoas em que todos se juntam para tentar levantar quem está caindo, e é isso que está ocorrendo em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em que os mortos já ultrapassam os 170.

Doações que estão vindo de todo o Brasil estão sendo enviadas à cidade fluminense, que já foi o lar da extinta família imperial brasileira. Suzano se juntou a esse pessoal solidário e enviará alimentos arrecadados para os atingidos pela maior tragédia ocorrida no município.

Petrópolis não foi a única, outras cidades no Brasil e no mundo que sofreram com desastres naturais, como terremotos, também receberam doações de vários lugares. Isso mostra que os humanos, como uma espécie relativamente nova, ainda podem prosperar.

Entretanto há disparidades que devem ser revistas e, em se tratando de Petrópolis, é o laudêmio pago aos membros da ex-família imperial. Toda vez que um imóvel é comercializado nessa cidade, se paga uma "taxa de príncipe", que é um imposto cobrado na transação imobiliária que vai para os descendentes de dom Pedro II. Ora, a família imperial não existe mais, ela foi banida com o golpe de Estado orquestrado pelo marechal Deodoro da Fonseca, logo pagar um imposto para ela não faz o menor sentido.

A humanidade tem seus méritos e deve continuar evoluindo para que as pessoas se tornem cada vez melhores, mas há diversos pontos para serem revistos, e este tal laudêmio é um deles: ele deve ser extinto.

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