Editorial

Carnaval

27/02/2022 às 05:30
Atualizada em 27/02/2022 às 05:30.

Se pararmos para pensar, nunca tivemos tantos motivos para celebrar o Carnaval e, ao mesmo, tempo nunca tivemos tantos motivos para ficar em casa. O Brasil, o Estado, nossa região e nossas cidades vivem dias de uma contradição que, em outros tempos, seria digna de uma marchinha ou para batizar um bloco carnavalesco.

Dois anos se passaram desde a última vez que o povo foi às ruas para a festa de Momo. A alegria de fevereiro deu lugar ao medo, ao desconhecido, à paranoia do negacionismo e ao desespero e o luto das centenas de milhares de mortes. A esperança com a vacina surgida na virada de 2021, impedida por interesses políticos e a violência da segunda onda de contaminações e óbitos, acabou por tirar não apenas a prerrogativa, mas a justificativa moral para qualquer tipo de celebração.

Os investimentos federais e estaduais para o combate à pandemia de coronavírus foram e estão sendo acompanhados e fiscalizados pelas autoridades competentes, e os números das Secretarias de Saúde dos municípios e dos estados mostram que, a despeito de todos os entraves, conseguimos começar o processo de superação da pandemia. A média de mortes por Covid-19 na última semana, embora esteja abaixo de 800 casos fatais por dia no Brasil, está longe do pesadelo do primeiro semestre de 2021, mas não é o "velho normal" do início do ano, com média na casa dos dois dígitos em todo o país

Estamos saindo da pandemia, vacinados e experientes - e por este motivo, temos todos os motivos do mundo para celebrar. Deveríamos estar lotando as estradas, as ruas, os clubes, as casas de praia e sítios, mas roubam-nos a alegria diariamente. Quando não são as notícias de dentro do Brasil, com as catástrofes causadas pelo tempo ou os descalabros das páginas políticas, são a guerra, o medo e o suspense do noticiário internacional.

Nos acostumamos ao carnaval marcado no suspense do fim do mundo. Mas não é a primeira vez que nos equilibramos neste tênue fio entre a agonia e o êxtase. Com boa vontade e um pouco de terapia, talvez possamos voltar a aprender a pular, rir, pintar o rosto e ganhar as ruas com plenitude - e um pouco mais de responsabilidade.

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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